sexta-feira, 25 de março de 2011

O cachorro e o coelho



Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O doido comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:

- Mas ele vai comer o meu coelho.
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso foi na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.

- O vizinho estava certo... E agora, meu Deus?
- E agora?

A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.

- Já pensaram como vão ficar as crianças?
- E você cala a boca!

Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram! Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... O coelho...
- O quê que tem o coelho?
- Morreu!

Todos:

- Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem...
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes da gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal!

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A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe. Mas o personagem que mais cativa nesta história toda, o protagonista da história, é o cachorro. Imagine o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar pancada de tudo quanto é lado.

Como conclusão, podemos dizer... coitado do cachorro? Não. Coitado do dono-do-cachorro? Não. Coitado é de nós... seres racionais...








Perdão & Esquecimento

"Ou esquecemos ou perdoamos,
Não dá pra fazer os dois.
Perdoar é sempre lembrar

E sempre aceitar."

Fabrício Carpinejar






quinta-feira, 24 de março de 2011

Em meio a guerra o amor ainda sobrevive



Há tempos vi uma linda reportagem mostrando alguns soldados que faziam uma operação no Iraque para que a população estivesse livre da facção resistente do Talibã. Por mais que aqueles soldados fossem lá para guerrear, destruir ou matar, eles mesmo assim não permitiam que esse sentimento de ódio os dominasse por completo. Por mais complicada que seja a situação onde nos encontramos ainda nos sobra força para deixarmos o que existe de bom em nós florecer. Estes mesmos soldados durante as batalhas recolhiam os animais abandonados, principalmente e os gatinhos... quanto ao resto do post acho que as imagens falarão por si... Deixo um grande abraço a todos que estão visitando meu blog, tanto o pessoal "das antigas" quanto os novos amigos que estão chegando por agora !













sábado, 19 de março de 2011

Frase de Jenny de Vries



"Mesmo o mais insignificante gesto de bondade diz:


"Eu preocupo-me"

"Tu interessas-me"

"Pensei em ti"


E isso eleva o coração."




Jenny de Vries






quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Livro: O que vale a pena


Você já imaginou se fosse possível fazer um balanço de sua vida - dos erros, dos acertos, das grandes e pequenas lições - antes de a vida ser vivida? Seria como ir ao futuro, verificar o que foi e o que poderia ter sido, voltar ao presente e viver, de outra forma, com mais felicidade, a vida ideal. Pessoas mais velhas acumulam tais experiências -mas nem sempre nos espelhamos nelas, ou seja, nos conselhos dos mais velhos, para traçarmos o destino. O livro O que vale a pena, da assistente social norte-americana Wendy Lustbader, se propõe a examinar os conhecimentos de pessoas anônimas na casa dos 60 aos 90 anos e nelas se inspirar para dar conselhos e lições de vidas em busca do equilíbrio e da felicidade. O resultado é um livro encantador, como se fossem pílulas de sabedoria com depoimentos colhidos ao longo de 20 anos no trabalho de Wendy em asilos de idosos. A obra soma casos que refletem sobre temas conflitantes da vida como: casamento, amor, ciúme, qualidade de vida, família, trabalho, doença e velhice. Esta publicação, lançamento exclusivo da Jardim dos Livros, inclui histórias surpreendentes e emocionantes, que fazem rir e chorar. Ao lê-las, é impossível não se perguntar: "Como será minha vida quando envelhecer? Terei sido feliz? Terei gasto meus dias em coisas que não valeram a pena? Perdi meu tempo com coisas fúteis e conflitos inúteis? O que vale a pena, afinal?" Ler este livro significa aprender com experiências de pessoas anônimas que acertaram ou erraram ao longo da vida e, ao final dela, refletem sobre o que foi e o que poderia ter sido. As histórias, narradas na primeira pessoa, com comentários da autora, relatam casos de superação e conquista. Wendy, em seu trabalho por mais de duas décadas em asilos, sempre acreditou que seus pacientes eram pessoas privilegiadas, com muitas histórias para contar. As experiências foram divididas em onze capítulos sobre a arte de viver bem, tempo, espiritual idade, casamento, estar triste, trabalho, doença, fragilidade, boa conduta, arrependimento e velhice. O conjunto de belas histórias foi extraído de seu extenso diário de trabalho. As mais emocionantes são as de homens e mulheres que, ao final da vida, mantiveram o espírito jovem, cheio de esperança e alegria. Pessoas que apenas ficaram mais velhas - mas preservaram a energia e a alegria de viver.



Fonte: www.parana-online.com.br


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
-Estou escrevendo sobre você; é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
-Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.


"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele
deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".


"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele
está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor".


"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é
necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça”.


"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo
que acontece dentro de você".


"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure
ser consciente de cada ação".



Paulo Coelho



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Felicidade Eterna


" Oh Deus, que faço dessa felicidade ao meu redor
que é eterna, eterna, eterna e que passará daqui a um instante.
Porque o corpo só nos ensina a ser mortal? "


Clarice Lispector



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Frase de Gilbert Cesbron




É-nos possível viver sozinhos...


desde
que seja à espera de alguém.



Gilbert Cesbron


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Gengis Khan e o seu Falcão


Certa manhã, o guerreiro mongol Gengis Khan e sua corte saíram para caçar. Enquanto seus companheiros levavam flechas e arcos, Gengis Khan carregava seu falcão favorito no braço - que era melhor e mais preciso que qualquer flecha, porque podia subir aos céus e ver tudo aquilo que o ser humano não consegue ver.

Entretanto, apesar de todo o entusiasmo do grupo, não conseguiram encontrar nada. Decepcionado, Gengis Khan voltou para seu acampamento - mas para não descarregar sua frustação em seus companheiros, separou-se da comitiva e resolveu caminhar sozinho.
Tinham permanecido na floresta mais tempo que o esperado, e Khan estava morto de cansaço e de sede. Por causa do calor do verão, os riachos estavam secos, não conseguia encontrar nada para beber até que - milagre! - viu um fio de água descendo de um rochedo à sua frente.Na mesma hora, retirou o falcão do seu braço, pegou o pequeno cálice de prata que sempre carregava consigo, demorou um longo tempo para enchê-lo e, quando estava prestes a levá-la aos lábios, o falcão levantou vôo e arrancou o copo de suas mãos, atirando-o longe. Gengis Khan ficou furioso, mas era seu animal favorito, talvez estivesse também com sede. Apanhou o cálice, limpou a poeira, e tornou a enchê-lo. Com o copo pela metade, o falcão de novo atacou-o, derramando o líquido. Gengis Khan adorava seu animal, mas sabia que não podia deixar-se desrespeitar em nenhuma circustantância, já que alguém podia estar assistindo à cena de longe e, mais tarde, contar aos seus guerreiros que o grande conquistar era incapaz de domar uma simples ave. Desta vez, tirou a espada da cintura, pegou o cálice, recomeçou a enchê-lo - mantendo um olho na fonte e outro no falcão. Assim que viu ter água suficiente e estava pronto para beber, o falcão de novo levantou vôo, e veio em sua direção. Khan, em um golpe certeiro, atravessou o seu peito.

Mas o fio de água havia secado. Decidido a beber de qualquer maneira, subiu o rochedo em busca da fonte. Para sua surpresa, havia realmente uma poça de água e, no meio dela, morta, uma das serpentes mais venenosas da região. Se tivesse bebido a água, já não estaria mais no mundo dos vivos. Khan voltou ao acampamento com o falcão morto em seus braços. Mandou fazer uma reprodução em ouro da ave, e gravou em uma das suas asas:


"Mesmo quando um amigo faz algo de que você não gosta,
ele continua sendo seu amigo".


Na outra asa, mandou escrever:


"Qualquer ação motivada pela fúria é uma ação condenada ao fracasso".





sábado, 29 de janeiro de 2011